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Os Cinco Ritos representam técnicas utilizadas pelos Lamas do Tibet para manterem o corpo com saúde e em equilíbrio perfeito e têm como base a estimulação dos Chakras, despertando e ativando, pela ordem, as respectivas glândulas endócrinas, a saber: glândulas supra-renais; timo; tiróide; glândula pineal ou epífise e glândula pituitária ou hipófise. Equilibram as energias do corpo-mente possibilitando maior desenvolvimento e fluidez da força vital, por estarem esses Ritos diretamente ligados ao perfeito funcionamento dos centros de energia. Promovem, assim, o fortalecimento do sistema imunológico, do sistema nervoso e daí decorrendo o equilíbrio hormonal. Tonificam e propiciam, também, maior flexibilidade à maior parte dos conjuntos musculares. Esses Ritos devem ser praticados diariamente, preferencialmente de manhã, no nascer do sol, em contato direto com a natureza. Giros Sufi de Gurdieff Não apenas como variante dos Ritos Tibetanos, mas como um processo em si mesmo, quer-se, em situações de maior controle (estados de jejum, realização de exercícios prévios, horários especiais para a prática, etc.), promover a realização - com grande proveito para todos que buscam a adoção de processos de trabalho mais incisivos de elevação da consciência - dos denominados giros de centramento “Sufi”, e que foram divulgados pelo explorador europeu, Gurdieff., em suas peregrinações pelo oriente. Esses giros compreendem longos e exaustivos exercícios repetitivos, realizados ao som de mantras, abrangendo gestos de dança pantomímica que são orientados nas direções das quatro coordenadas geográficas. Em seguida realizam-se giros, com intensidade gradativamente aumentada, e que são mantidos, para depois declinar, aos poucos, em processo que se estende por um longo período de tempo. Tem-se o corpo posicionado como pião, ao efetuar-se o giro no sentido anti-horário (spin negativo), sendo fixado o braço e a mão esquerda para baixo, apontados para o centro do giro. Os olhos são mantidos semi-cerrados, sendo a pessoa induzida a esvaziar de sentimentos de quaisquer naturezas e a manter em constante observação a palma da mão direita, que mantém-se aberta, como se fora um espelho, durante todos os giros, reduzindo a sensação de vertigem de mirar-se o ambiente externo girando à sua volta. Esgotado o limite de cada um (que pode durar horas e mesmo dias, como habitualmente entre os monges tibetanos) segue-se longa meditação. Os efeitos são notáveis, o mundo parece parar completamente, depois de girar celeremente à sua volta e a sensação é de puro êxtase e de clareza quanto à sua singular condição de partícula integrada num universo composto de partículas que também giram incessantemente e que também passam por mutações de pura transubstanciação. Trata-se de um processo extremamente mobilizador mas, por incrível que pareça, ninguém cai (não se tem notícia) ou sente enjôo e melhor, vive-se uma experiência notável e indescritível no nível da percepção de si mesmo.
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